Da comida coreana ao Slow food

Continuação da matéria Modern Hansik and Its Global Ambitions

Tradução* do artigo da Korea Magazine.

Conforme os estabelecimentos coreanos finos se consagram internacionalmente e ganham estrelas Michelin, os pratos comuns como Kimchi, Bulgogi e Bibimbap estão se integrando no exterior. Alguns vêem um link com a crescente popularidade da música pop coreana. Lee Wook Jung, premiado produtor do documentário “Food Odyssey“, concorda que a popularidade da música pop coreana e programas de TV no Leste Asiático e em outros lugares, contribuiu significativamente para a consciência global da marca Coreia. “Imagine o mundo como um supermercado gigante,’’ ele diz. “Vá para o corredor de pão e você verá muitas marcas de todo o mundo. No entanto, algumas marcas se encontram na prateleira principal e as pessoas vão comprar mais dessas marcas destacadas.” Lee explica que existe uma hierarquia em cozinhas globais que nem sempre se baseia na qualidade dos alimentos produzidos. Bom ou ruim, a cozinha coreana é influenciada pela marca Coreia ou como a Coreia do Sul é percebida pelo mercado global. Atualmente, essa percepção é influenciada pela popularidade da música pop, afirma Lee. Ele vê uma maior consciência global da Coreia do Sul através da cultura pop e, consequentemente, a comida coreana está mais associada a refeições informais do que com restaurantes finos.

Como resultado, Lee diz que há um complicado jogo para equilibrar o jantar casual com restaurantes finos no mercado global da comida coreana. Talvez, conscientes das problemáticas campanhas alimentares coreanas, os evangelistas da Hansik tiveram que se encaixar em um novo mantra, onde a comida fermentada da Coreia é o ingrediente e a técnica distintiva encontrada na Hansik.

A campanha anda recrutando chefs estelares locais e estrangeiros por sua causa. Kang Min Goo, proprietário-chefe da Mingles com estrela Michelin, se manifestou entusiasticamente a favor de alimentos fermentados nas mídias sociais e nas entrevistas. Kang argumenta repetidamente que nenhum outro país usa tantos ingredientes, especialmente os vegetais, em seus alimentos fermentados para criar acompanhamentos, ou Banchan. Eric Ripert, chefe de estrela Michelin de Le Bernardin em Nova York, é um budista e também um fã da culinária religiosa, que ele descreve como o “o pai do movimento Slow food no mundo ocidental” em uma entrevista da revista Bon Appetit. No outubro passado, o New York Times apresentou a monge Jeong Kwan, do Templo Baegyangsa, como “Chef filósofa”, que faz parte da comida mais requintada “. Ela também foi apresentada no recente documentário Chef’s Table que apresentou a comida religiosa coreana como meditação.

Revisão: Bárbara Barreto

Foto capa: Jeong Kwan

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